Para Giselle, um dos maiores atrativos em interpretar Bela era justamente ser escolhida, pela primeira vez em nove anos de carreira, para viver uma personagem que independesse da beleza da atriz. Acostumada a se aprofundar em pesquisas para papéis anteriores, na composição de Bela, no entanto, Giselle preferiu seguir apenas sua intuição. No decorrer da trama, a atriz tem assistido a vários capítulos das mais variadas atrizes em outros países interpretando a personagem, cuja original é da trama colombiana, “Betty, La Fea”. “Tem sido um privilégio fazer parte do mundo das feias. Me sinto feliz de ser a ‘feia’ brasileira”, diverte-se a mexicana de 28 anos (Giselle Itiê nasceu no México e foi criada no Brasil desde os quatro anos de idade).
O maior receio dessa fase atual de Bela, após a transformação, tem sido compor uma nova personagem. “Ela volta outra pessoa”, avisa. Na verdade, a personagem será sequestrada e vítima de uma tentativa de assassinato planejada pela diabólica Verônica, de Simone Spoladore. Quando todos os personagens acreditam que Bela está morta, ela ressurge se passando por outra pessoa na agência até conseguir se vingar de quem tentou matá-la. “Vou sentir saudades do macacão, do aparelho. Sou muito agarrada, muito intensa em tudo. O mais legal é que essa transformação não vai ser no finalzinho da história. As pessoas vão poder curti-la bonita”, adianta.
A intensidade de Giselle parece se refletir desde o início de sua carreira. Quando criança, a atriz avisava para a família que queria ser palhaça quando crescesse. Vestia-se como o personagem de circo a cada Carnaval e, aos nove anos de idade, decidiu fazer teatro. Por causa da desaprovação dos pais, falava que ia para uma academia, mas usava o dinheiro para pagar cursos de teatro. Ao ser descoberta, já na adolescência, teve de começar a trabalhar como modelo para pagar suas aulas. Foi quando soube de um teste para um papel pequeno na minissérie “Os Maias”, na Globo, em 2001. Neste dia virou a noite decorando um texto rodrigueano de “Engraçadinha... Seus Amores e Seus Pecados”. “Fui aprovada. Mas, assim que terminou a minissérie, meu pai disse: ok, agora chega de ser atriz”, lembra.
De nada adiantou. No mesmo ano, a atriz foi para o SBT com a trama “Pícara Sonhadora”. E, no ano seguinte, de volta à Globo, vivia a italiana Eulália em “Esperança”. Pouco depois, Giselle já estava de malas prontas para passar um tempo na Rússia e em Nova York cursando artes cênicas. Daí não parou mais de atuar até viver sua primeira protagonista, a Júlia de “Começar de Novo”, em 2004. “Foi uma fase difícil, aconteceu tudo rápido, não deu certo”, tergiversa. “Mas sou muito livre, sou do mundo. Não me prendo a experiências ruins”, avisa a atriz, que tem contrato com a Record até 2012.
Sem retoques
Giselle Itiê jura que não se esforça para manter seus 1,72 m de altura distribuídos em 56 kg. E afirma que, após começar a interpretar Bela em “Bela, a Feia”, mal tem pensado em controlar a alimentação. “Costumo soltar a boca por duas semanas e comer menos nas duas seguintes”, explica a atriz, que atualmente investe nas aulas de pilates para manter a tonificação dos músculos, além de praticar exercícios aeróbicos no aparelho transport. “Comecei a fazer pilates por causa da Bela. De tanto ficar corcunda, acabei tendo muitas dores. Virou um tratamento terapêutico”, argumenta.
Com as medidas perfeitas, a atriz já recebeu alguns convites para posar para a “Playboy”, mas assegura que não pretende se render às sedutoras investidas da revista. “Nunca vou aceitar! Nada me motiva a fazer. Tem de ter muito estômago para saber que todo mundo vai me ver nua. Iria gastar todo o dinheiro com terapia”, exagera
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